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Vitamina D e Cálcio

A vitamina D é na verdade um hormônio, e está vinculada a várias funções de outros órgãos do nosso corpo, além da absorção de cácio e formação óssea. Uma taxa de vitamina D abaixo do ideal em crianças e adolescentes pode comprometer a saúde óssea, o crescimento e o desenvolvimento deles, com repercussões que podem se manifestar ao longo da vida.

  • Regula os níveis de cálcio e fósforo no organismo promovendo sua absorção dos alimentos nos intestinos e a reabsorção de cálcio nos rins.
  • Promove a formação óssea e mineralização, sendo essencial para um esqueleto forte. Porém, em níveis muito altos, promove a reabsorção dos ossos.
  • Afeta o SISTEMA IMUNOLÓGICOpromovendo a imunossupressão, fagocitose e atividade anti-tumor.

Deficiência de Vitamina D:

  • em crianças é o RAQUITISMO, doença que deixa ossos fracos, deformados e provoca déficit de crescimento.
  • Vitamina D insuficiente também pode estar associada a um maior risco de doenças, tais como: doenças auto-imunes (diabetes tipo 1, artrite reumatóide e esclerose múltipla), hipertensão arterial, deficiência imunológica, alguns tipos de câncer na vida adulta (câncer de mama, próstata e cólon), esclerose múltipla, depressão e esquizofrenia.

PRODUÇÃO DE VITAMINA D:

Apenas10 a 20% da vitamina D em nosso corpo provêm da dieta (peixes gordurosos de água fria e profunda, como o salmão, atum, e os fungos comestíveis), sendo o restante sintetizado pelo próprio indivíduo na pele, através da luz solar.

  • É fundamental uma adequada exposição solar, pela ação dos raios ultravioleta B sobre a nossa pele.
  • Apesar do Brasil ser um país tropical, com incidência solar alta e estável ao longo de todo o ano, uma parte significativa da população, inclusive da faixa etária pediátrica, apresenta níveis insuficientes de vitamina D.
FONTES NATURAIS de Vitamina D:
  • Óleos de fígado de peixe e os peixes de água salgada, tais como as sardinhas, o arenque, o salmão e a sarda.
  • Os ovos, a carne, o leite e a manteiga também contêm pequenas quantidades.
    • A quantidade de vitamina D no leite humano é insuficiente para cobrir as necessidades infantis após o sexto mês de vida. Daí, a necessidade de suplemento no lactente (6meses-2anos).
  • As plantas são fontes fracas e a fruta e os frutos secos não têm qualquer vitamina D.
  • A soja fornece uma maior quantidade de vit D à base de plantas, particularmente o tofu e leite de soja. Cereais enriquecidos e aveia também são fontes da vitamina D adicionais.
CAUSA DE DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D:
  • Baixa exposição ao sol;
  • Uso indiscrimnado de protetores solares, que bloqueiam a síntese cutânea da vitamina D.
    • É reconhecida a importância dos cuidados que devemos ter com a exposição ao sol, evitando insolação, envelhecimento precoce e câncer de pele.
  • Uso de medicamentos que inibem a ação da vit D:
    • A COLESTIRAMINA (uma resina utilizada para parar a reabsorção dos sais biliares)
    • LAXATIVOS baseados em óleos minerais inibem a absorção da vitamina D a partir do intestino.
    • CORTICOSTERÓIDES, os medicamentos ANTICONVULSIVANTES e o álcoolpodem afectar a absorção do cálcio, reduzindo a resposta à vitamina D.
      • Os estudos em animais também sugerem que os medicamentos anticonvulsivos estimulam as enzimas do fígado, resultando num aumento da decomposição e excreção da vitamina.
DIAGNÓSTICO (dosagem da 25-OH- VITAMINA D no sangue):

Atenção para as crianças e adolescentes que apresentem algum fator de risco:

  • As crianças com pouca ou nenhuma exposição ao sol;
  • Idosos e pessoas de pele negra produzir menor quantidade de vitamina D do que as de pele mais clara;
  • Crianças que usam medicamentos que podem comprometer a síntese de vitamina D, como glicocorticóides, imunossupressores e anticonvulsivantes;
  • Crianças que apresentam doenças auto-imunes, como o diabetes tipo 1, lupus, artrite juvenil idiopática e doença celíaca;
  • Crianças que foram submetidas a transplante de algum órgão, pois em geral fazem uso de imunossupressores ou tem contra indicação de exposição ao sol pelo risco de desenvolverem melanoma;
  • Crianças com insuficiência renal crônica, doenças no fígado ou com infecções de repetição.
TRATAMENTO:

De acordo com o nível e a causa de insuficiência que a criança apresente, deve-se avaliar a melhor maneira de corrigi-la, seja com uma melhor exposição ao sol, ou  tratamento com reposição da vitamina D.

  • A vitamina D como medicamento existe na forma pura ou combinada com a vitamina A. Cada formulação apresenta uma concentração diferente.  A dose e o tempo de tratamento são específicas para cada caso, assim como o momento de fazer a reavaliação para conferir se os níveis se normalizaram.

ATENÇÃO! Excesso de Vitamina D pode causar sérios prejuízos à saúde do seu filho! Use sob a orientação de seu pediatra. 

  • Se não existir deficiência da vitamina em seu corpo, não adianta dar vitamina D para favorecer o crescimento.
  • A fonte mais segura da vitamina D continua sendo a exposição diária da pele à luz solar, permitindo que o organismo faça a sua própria síntese. Nesse caso, ela nunca é produzida em excesso.
    • Além de ser mais seguro do que os suplementos, esse hábito traz ainda outros benefícios à saúde do corpo e da mente.
  • Riscos e Sintomas de “OVERDOSE” de Vitamina D:
    • Intoxicação por vitamina D pode causar:
      • pressão alta, perda de apetite, náusea e vômito, fraqueza, prisão de ventre e irritabilidade
      • Esses sintomas geralmente são seguidos por produção excessiva de urina, sede elevada, e eventualmente insuficiência renal.
      • Pode causar danos permanentes nos rins, retardo de crescimento, calcificação de tecidos moles e até morte. São resultado da HIPERCALCEMIA (nível elevado de cálcio no sangue) causada pelo aumento da absorção de cálcio pelo intestino.
    • O tratamento para intoxicação por vitamina D inclui descontinuar a suplementação vitamínica, beber bastante água e diminuir a ingestão de cálcio.

Em 2011, a The Endocrine Society disponibilizou suas diretrizes sobre tratamento e prevenção da deficiência de vitamina D, contemplando também a faixa etária pediátrica (clique aqui).

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