Categoria: 7. Diabetes INSIPIDUS (DI)

Diabetes Insipidus

Outro Tipo de Diabetes? SEDEestatua xixi DI

  • O diabetes insipidus é uma forma de diabetes mais rara e que nada tem a ver com falta de insulina ou aumento da glicose no sangue.
  • A diabetes insipidus é um distúrbio que irá causar essencialmente “MUITO XIXI” (excreção exagerada de urina) e ainda, “MUITA SEDE” e açúcar normal.

Porque e como acontece o DIABETES INSIPIDUS (DI)?  Para entender o que é o diabetes insipidus, é necessário antes entender como o rim controla a quantidade de água que é excretada na urina. Vou tentar explicar da maneira mais simples possível.Central-Diabetes-Insipidus

    • Imaginemos uma criança em um dia quente em TERESINA, JOGANDO FUTEBOL a tarde inteira. Ela sua muito e se não tiver uma garrafinha de água, começa a se desidratar. O nosso organismo é muito sensível a qualquer sinal de desidratação.
      • Pequenas perdas de água ativam logo a liberação do hormônio anti-diurético (vasopressina ou ADH, sigla em inglês) pelo cérebro, e que vai ser lançado no sangue. O ADH age de 2 maneiras:SEDE 2
        1. AUMENTA A SEDE, fazendo que pessoa comece a procurar por água antes que a desidratação fique mais grave.
        2. E DIMINUINDO A URINA, retardando o processo de desidratação. Quando há muito ADH circulante a urina fica bem concentrada, com coloração amarelada e odor forte  devido a pouca quantidade de água para diluir as substâncias presentes.
        • Por isso, a cor da urina é sempre um bom indicador do estado de hidratação de um indivíduo.
    • Agora imaginemos uma pessoa bem hidratada que se encontra em uma festa, em um ambiente com ar-condicionado e várias bebidas e comidas disponíveis.
      • Essa pessoa começa a beber muita água, suco e refrigerantes e o organismo “percebe” que há mais água no corpo do que necessário.
        • Neste momento o cérebro (a hipófise) suspende a liberação de ADH, e o rim, sem a presença deste hormônio, começa a excretar o excesso de água pela urina. A urina agora é bastante, bem clara, quase transparente.

    Existem tipos diferentes de DIABETES INSIPIDUS (DI)? Sim. O DI ocorre basicamente por 2 motivos:

    • Um problema no sistema nervoso central (CÉREBRO)  que impede a produção e liberação do ADH, mesmo em estados de desidratação.
      • Quando há falta de produção do ADH pelo sistema nervoso central, chamamos de diabetes insipidus CENTRAL.
    • Ou um problema nos RINS que passam a não responder a presença do hormônio.
      • Quando existe ADH mas o rim não responde ao mesmo, damos o nome de diabetes insipidus NEFROGÊNICO.
    • Em ambos casos o resultado final é um excesso de perda de água pela urina, chamada de poliúria.
    • O seu endocrinologista saberá investigar e descobrir o tipo e a causa do Diabetes Insipidus.

    Quais são os principais sinais e sintomas da diabetes insipidus?SEDE INTENSA

    • Muitos dos sintomas da diabetes insipidus são similares aos da diabetes mellitus, mas A GLICEMIA (açúcar) É NORMAL.NICTURIA
    • Costuma se manifestar com NICTÚRIA (aumento da urina à noite), pela perda de capacidade de concentração da urina no período noturno.
    • POLIÚRIA (aumento do volume urinário) e POLIDPISIA (aumento da ingestão de água) e SEDE intensa.
    • Normalmente, o excesso de diurese continua durante o dia e a noite nos portadores da diabetes insipidus e com frequência estes pacientes sofrem DESIDRATAÇÃO e distúrbios hidroeletrolíticos às vezes graves.
    • Em crianças pode haver interferência no apetite, no ganho de peso e no crescimento, bem como febre, vômitos ou diarreia.CANSACO DESIDRATAÇÃO
    • E QUANDO ACONTECE?
      • Na maioria dos pacientes com diabetes insípidus NEFROGÊNICO HEREDITÁRIO, as manifestações ocorrem desde a primeira semana de vida.
      • Na diabetes insipidus CENTRAL HEREDITÁRIO, a manifestação pode ocorrer após o primeiro ano de vida ou na adolescência.
      • Nos adultos, nos casos de diabetes insipidus ADQUIRIDO, o início dos sintomas costuma ser súbito (DI Central)  e insidioso (no DI Nefrogênico).

    Como o médico diagnostica a diabetes insipidus?

    • A história clínica é de grande importância. Em casos genéticos a história familiar mostrará um tipo de herança mendeliana.
    • O diagnóstico pode ser confirmado por um teste de restrição hídrica seguido da administração subcutânea de desmopressina (DDAVP), um análogo sintético da vasopressina. O teste consiste em medidas das osmolalidades plasmática e urinária.
    • Em geral ocorre:
    • Osmolalidade no sangue > (maior) que urinária.
    • Densidade urinária geralmente < (menor) que 1,006 durante a ingestão hídrica.
    • Incapacidade de concentração urinária com a restrição hídrica (urina clara e transparente).
    • Hipernatremia (sódio no sangue alto).
  • Existe Tratamento? Sim.

    • No Diabetes insipidus central (DIC) como há falta de produção do ADH, o tratamento se baseia-se na reposição de ADH sintético (DDAVP) via oral ou intra-nasal.
    • No caso do diabetes insipidus nefrogênico (DIN), o problema não é falta de ADH. Por este motivo, não adianta usar ADH sintético.
      • O tratamento é feito com a suspensão do lítio ou correção dos distúrbios do cálcio e do potássio.
      • Nos casos genéticos o tratamento é feito com dieta pobre em sal, diuréticos da família dos tiazídicos e anti-inflamatórios.HIDRATAR
      • Existem casos especiais em que o DI Nefrogênico pode responder parcialmente ao ADH. Daí, seu uso como tratamento complementar em alguns casos de DIN.
  • ALÉM DOS MEDICAMENTOS, A CRIANÇA DEVE INGERIR ÁGUA SUFICIENTE PARA EVITAR DESIDRATAÇÃO, MAS SEM EXAGERAR, PARA EVITAR A INTOXICAÇÃO HÍDRICA. As duas situações têm risco de morte. Daí, o ideal é que ela beba líquidos na mesma quantidade que ela perde (no xixi, por exemplo).
  • Como evolui a diabetes insipidus?

    • Pessoas adultas com diabetes insipidus podem permanecer saudáveis por décadas desde que a ingestão de água seja suficiente para compensar as perdas urinárias.
  •