Anenisia Andrade

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DM, Doenças e Complicações

Preciso de mais insulina quando fico gripado ou tenho outra doença?

 

Posso ficar cego?

 

Que outras doenças o diabetes causa?

 

Manual de Contagem de Carboidratos

Contagem de CHO- SBD;

Contagem de CHO-ICrD;

 

POR QUE É IMPORTANTE O CONTROLE DA GLICEMIA?

    • O que é e para que serve a HEMOGLOBINA GLICADA (HbA1C)?
      • HbA1C = Hemoglobina Glicada = Hemoglobina Glicosilada.
      • É UM MARCADOR IMPORTANTE DA ” TAXA DE AÇÚCAR” NO SANGUE nos ÚLTIMOS 2-3 MESES. Por isso seu médico solicita a HBA1C além de outros exames a cada 3 meses.
      • A HbA1c serve para indicar se o seu diabetes está sob controle nos últimos meses. Ao contrário de uma medida isolada, em horários variados, ele nos dá um PERFIL do que está acontecendo de um modo generalizado e o que está predominando, níveis ALTOS, BAIXOS ou NORMAIS de GLICEMIA.
        •  Valor Normal: 4,1-6,4%
        •  Meta no diabetes: 6,0-6,5%Winner
        • Aceitável: <7,5%. Especialmente em crianças muito jovens (< 2 anos), o cérebro ainda está em desenvolvimento e episódios repetidos e severos de hipoglicemia e convulsões podem causar danos irreversíveis ao cérebro. Por isso, em pré-escolares (< 5 anos), podemos aceitar níveis mais altos de HbA1c, pois evitar a hipoglicemia é a maior prioridade.
        • Alto (requer mudanças no tratamento): 7-9%
        • Muito Alto (inaceitável): >9%
  • POR QUE É IMPORTANTE O CONTROLE (MONITORIZAÇÃO) DA GLICEMIA? Você e o seu médico precisam saber como está o CONTROLE DO SEU DIABETES.
    • A monitorização da glicemia, aliada ao controle alimentar e à prática de atividade física são ESSENCIAIS para o BOM CONTROLE DO DIABETES, tanto nas crianças quanto nos adultos, e esses hábitos devem fazer parte da rotina de qualquer tratamento do diabético.shutterstock_6983869
    • Para isso, você deve medir a sua GLICEMIA CAPILAR (“ponta de dedo”) várias vezes ao dia.
    • O ideal é que você anote o resultado e mostre ao seu médico endocrinologista pediatra em cada consulta.
  • Quando devo medir a minha GLICEMIA?
    • A glicemia deve ser medida várias vezes ao dia, especialmente EM JEJUM (AO ACORDAR) e ANTES DAS REFEIÇÕES. Às vezes, o seu médico pode solicitar que anote a glicemia de 2horas depois das refeiçoes.
    • Além disso, sempre que achar que você (ou o seu filho) está com HIPOGLICEMIA, você deve confirmar com a glicemia capilar, se possível. Caso contrário, trate como se fosse hipoglicemia.
    • Anote no caderno a hora e o dia que isso aconteceu. Ao ver os resultados dos últimos meses durante a consulta, o seu endocrinologista entenderá melhor como está o controle da doença e se haverá necessidade de mudar a dose e o esquema de tratamento com insulina.
    • (clique aqui- modelo de controle glicêmico).
  • O que é o Fator de sensibilidade a insulina (FS)?
    • FS é o quanto 1 unidade de insulina consegue baixar o açúcar (glicemia) no sangue.
    • Para calcular o fator de sensibilidade é saber primeiro a quantidade média de insulina aplicada diariamente. Em posse dessa informação é possível usar as seguintes fórmulas:
      • Para insulina de ação rápida – use a regra de 1500 ou 1800 para o tipo de insulina que usa, rápida ou ultra-rapida.
      • É só dividir o valor absoluto 1500 (insulina Rápida) ou 1800 (análogos Ultra-rápida) pela quantidade de insulina total usada em um dia. Assim, se você utiliza 15 unidades de insulina diariamente para manter sua glicemia próxima do normal calculamos 1500/15 chegando a 100mg, ou seja, será necessária 1 unidade de insulina rápida para abaixar a glicemia em 100mg/dl.
      • Mas ATENÇÃO! É importante notar que o fator de sensibilidade VARIA PARA CADA PESSOA pois depende do metabolismo, da massa corpórea, da reação à insulina e, mesmo para um indivíduo, o fator pode variar de acordo com o horário. Assim, durante a dia o organismo de algumas pessoas pode precisar de mais insulina do que à noite, por exemplo.

  •  O que é o Fator de Correção (FC)?
    • o FC é a cálculo para saber a quantidade de insulina rápida, ou ultra rápida, necessária para corrigir a hiperglicemia.
    • Para calcular o fator de correção é necessário saber a META glicêmica e o fator de sensibilidade (FS).
      • Supondo que a meta glicemica seja 100mg/dl e o fator de sensibilidade seja de 100mg/UI e que a glicemia sanguínea esteja em 250, teremos:
        250 -100 = 150 é o quanto a glicemia precisa baixar para atingir a meta.
      • Daí, Glicemia a corrigir/ FS – 150 /100 = 1,5 unidades é a quantidade de insulina necessária para fazer baixar a glicemia até o nível da meta. Se sua caneta só aplica no mínimo 1 unidade, considere o risco de baixar demais a sua glicemia e prefira usar dose mínima e segura. Neste caso, 1unidade.
  • Quando eu sei que a glicemia está alta ou baixa? Faça a sua glicemia capilar e “reconheça” os sinais (sintomas) que o seu corpo lhe envia!

    • Glicemia NORMAL = 80-100mg/dl (em jejum)
    • A HIPOglicemia = Glicemia Baixa ( Glic <70mg/dl). Hipoglemia GRAVE (glicemia <50mg/dl).
    • A HIPERglicemia = Glicemia Alta ( sintomas aparecem especialmente > 180mg/dl, ou seja, quando ultrapassa o limiar renal de excreção de açúcarSintomas Hio Hiper
  • O que Fazer quando a glicemia está BAIXA (HIPOglicemia)? 
  • Se possível, certifique-se que a glicemia está mesmo baixa (<70mg/dl), pois a criança pode simular a crise para comer algo doce.
  • NA DÚVIDA, TRATE COMO SE FOSSE HIPOGLICEMIA! A falta ou o atraso do tratamento da hipoglicemia pode prejudicar o cérebro, levar ao coma e até à morte.
  • .Se a pessoa estar acordada e responsiva:

    • Coma algo que tenha em torno de 15 gramas de carboidratos. Por exemplo:

      • ofereça uma alimento ou bebida açucarada (suco de frutas, frutas, um pouco de mel, bombons, balas ou refrigerante não-dietético, por exemplo) ou lhe dê 1 colher de sopa cheia de açúcar diluída em um pouco de água. Isto é usado para uma recuperação mais rápida durante uma crise.

  • Aguardar 2-3 minutos e repetir a operação até melhoria dos sintomas ou se a glicemia ainda estiver baixa (menor que 70 mg/dL).
  • Não é preciso comer até passar a crise, depois de comer aproximadamente 15g de carboidrato, espere 10 a 15 minutos para fazer o exame de ponta de dedo novamente, no caso de não ter melhorado, volte a comer.  Cuidado para não comer demais. Isso pode causar níveis altos de açúcar no sangue e ganho de peso.

  • Atenção! Alimentos de alto índice glicêmico aumenta rápido a glicemia, mas também cai rapidamente depois.
  • Quando a pessoa estiver melhor, lhe dê algum alimento de baixo índice glicêmico (que contenha carboidrato, proteínas e fibras), ou seja, libere o açúcar de forma mais lenta e sustentada, especialmente se faltar mais de uma hora para a próxima refeição.
    • Por exemplo, dar um bolo, pão ou bolachas e um copo de leite ou água. Isso garantirá que a glicemia vai se manter em níveis estáveis e sem risco de nova crise de hipoglicemia.
  • Se a pessoa estuver desmaiada ou não consegue engolir
    • Aplique uma injeção de GLUCAGEM (hormônio GLUCAGON), imediatamente. Isso vai resgatar o açúcar reservado no fígado das pessoas e evita piora da hipoglicemia.O seu médico vai prescrever o medicamento e lhe explicar como usá-lo.
    • Se está grave, faça a injeção e leve a criança urgente para o Hospital mais próximo. .Não perder tempo!.
    • Se a criança acordar após o GLUCAGEM, ofereça açúcar e faça como explicado na situação anterior. Talvez não precise ir ao hospital neste caso.
  • O que Fazer quando a glicemia está ALTA (HIPERglicemia)?
  • Corrija a glicemia (FATOR DE CORREÇÃO) com INSULINA RÁPIDA de acordo com o seu fator de Sensibilidade (FS) à Insulina e a meta ideal de glicemia orientada pelo seu médico (veja explicação acima).
    • Vamos EXERCITAR:

      • Meu Fator de Sensibilidade (FS) = 1 unidade : 100mg/dl. (1 Unidade abaixa 100mg/dl da minha glicemia)
      • Meta de Glicemia entre 100-150mg/dl (glicemia ideal para antes e após refeição)
    • EXEMPLO 1:
    • Estou com sintomas de hiperglicemia e ao fazer a glicemia capilar, surpresa! Glicemia=420mg/dl. 
    • UAU!! Estou com a glicemia muito alta mesmo antes de me alimentar! PRECISO CORRIGIR ISSO!
      • Para CORRIGIR minha glicemia já elevada, precisarei de ??? unidades de insulina???
      • Se o meu FS (fator de sensibilidade) diz que 1 unidade abaixa minha glicemia em 100mg/dl e minha meta é ficar com glicemia normal entre 100-150mg/dl.
      • FATOR DE CORREÇÃO será=  420 (atual) – 100 (meta)= 320 (para corrigir com a insulina rápida).
      • Se 1 unidades baixa 100mg/dl.……. = 320 dividido por 100 = 3,2***.
      • Daí, terei de aplicar BOLUS de 3,2 unidades de insulina rápida agora. É recomendável verificar sua glicemia 1 hora depois para ter certeza de que tudo deu certo como previa. Caso contrário, pode ser preciso falar com seu médico para ajustar o seu FS.
    •  IMPORTANTE:  O Fator de Sensibilidade varia de paciente para paciente, assim como depende da hora do dia em que vai ser feita a insulina. Por exemplo, precisamos menos de insulina à noite do que durante o dia. Você e o seu médico, através da anáise de suas glicemias pré- e pós- refeições e uso de insulina saberão calcular a relação correta para você.

    • CONVERSE COM SEU MÉDICO E NUTRICIONISTA SOBRE A CONTAGEM DE CARBOIDRATOS e FATOR DE SENSIBILIDADE À INSULINA!

Alimentação em Diabetes

  •   QUAL A ALIMENTAÇÃO ADEQUADA DA CRIANÇA COM DIABETES?
    • Igual a de qualquer outra criança, mas com o cuidado de EVITAR AÇÚCAR SIMPLES (de liberação rápida e com alto índice glicêmico), evitar comer demais ou ficar muito tempo sem se alimentar.
    • Prefira alimentos sem adição de açúcar ou use adoçantes, se necessário.
    • A regra é simples, comer de forma saudável e nos horários corretos! Isso vale para todos! 
  • PORQUE COMER NA HORA CERTA É TÃO IMPORTANTE?
    • NÃO ADIANTA TOMAR INSULINA SEM TER ALIMENTAÇÃO ADEQUADA.
    • Todos os tratamentos do diabetes baseiam-se em ALIMENTAÇÃO ADEQUADA E COM HORÁRIOS CERTOS. A insulina que o paciente diabético injeta todos os dias “assume” que ele tem um horário alimentar definido. Caso a criança coma demais OU muito pouco, aquela insulina não será suficiente para controlar a glicemia OU poderá induzir uma crise de HIPOglicemia. POR EXEMPLO:
    1. Um adolescente que vá a uma “balada” e resolva não se alimentar no horário convencional e vai jantar às 3 horas da manhã, fica muito tempo sem comer, além de gastar mais energia com a dança. A insulina que ele tomou “assume” que ele tem um horário alimentar definido. Ele pode, portanto ter HIPOGLICEMIA (acúcar baixo) porque não jantou no horário adequado e gastou mais energia.
    2. Um outro exemplo é quando a criança ou o adolescente querem dormir até o meio dia, deixando de fazer seu café da manhã no horário convencional. Isto pode levar a crises graves de hipoglicemias.
    3. O contrário acontece quando ele se alimenta fora do horário convencional ou em maior quantidade. Neste caso, se comemos demais, a insulina tomada não será suficiente para o “extra” da alimentação, e o açúcar aumenta no sangue (HIPERGLICEMIA).
  • Todos esses detalhes devem ser muito bem conversados com os pacientes, para que eles entendam os mecanismos que regulam o tratamento do diabetes.

  • O que é ÍNDICE GLICÊMICO dos alimentos?
    • Índice glicêmico (IG) é a capacidade de um alimento de elevar o açúcar no sangue.
      • Alimentos com valor de IG até 55 são considerados de baixo Índice Glicêmico.
        • Os carboidratos de baixo índice glicêmico são menos calóricos e têm mais fibras, liberando o açúcar de forma mais lenta e contínua no sangue. Além de limparem o organismo, dão energia, ou seja, não deixam o corpo “desanimado”, além de dar uma sensação de saciedade (sem fome) por mais tempo.
      • Entre 56 a 69 de IG moderado.
      • 70 ou mais, de Alto IG.
      • Já os carboidratos de médio e alto índice glicêmico contribuem para aumentar a glicemia rapidamente, dão fome mais rápido e ainda engorda mais. “O arroz branco, a batata e o pão francês, por exemplo, são absorvidos rapidamente pelo corpo e aumentam a taxa de glicose no sangue. Isso faz com que você fique com fome pouco tempo depois de ingeri-los”.
  • ATENÇÃO!!!  Muitos alimentos já são oferecidos com a opção de DIET = SEM AÇÚCAR. Isso não significa que o diabético pode comer tudo que quer, pois quase todos os alimentos são processados em carboidratos = açúcar no sangue. Daí o cuidado com a quantidade que come e a quantidade de INSULINA ULTRARÁPIDA a ser aplicada antes das refeições.

    Daí a importância da criança e a família aprender a fazer a CONTAGEM DE CARBOIDRATOS! Se você sabe a quantidade de carboidratos na refeições, você pode CALCULAR A DOSE DE INSULINA RÁPIDA (BOLUS) que você vai precisar para aquela refeição e, ainda assim, manter a sua glicemia dentro dos limites de normalidade.

  • O que é a CONTAGEM DE CARBOIDRATOS e PARA QUE SERVE?

    • A Contagem de Carboidratos é uma estratégia nutricional, onde contabilizamos os gramas de carboidratos consumidos nas refeições e lanches, com o objetivo de manter a glicemia dentro de limites convenientes.
    • A razão pela qual você deve APRENDER a CONTAR as gramas de carboidratos é porque os carboidratos tendem a ter maior efeito na sua glicemia.
    • Quando você entende como contar carboidratos, você tem uma maior variedade na escolha dos alimentos que compõem o seu plano alimentar. E também, pode controlar sua glicemia mais precisamente.
    • Esta estratégia  nutricional pode ser utilizada por qualquer pessoa com diabetes, sendo muito útil, até mesmo indispensável, para aquelas pessoas que utilizam como forma de tratamento a terapia com múltiplas doses de insulina ou sistema de infusão contínua de insulina, onde esta poderá ser ajustada, baseada no que a cada pessoa consome de alimentos.
    • Aprenda a contar os carboidratos (CHO) para obter A RELAÇÃO INSULINA: CARBOIDRATO. Esta relação IC (unidade:gramas) permite calcular o valor do bolus de insulina rápida necessária para evitar o aumento de sua glicemia na hora das refeições.
    • Clique aqui (manual de contagem de CHO- SBD, ICrD, Simplificado): Contagem de CHO- SBD; Contagem de CHO-ICrD.

      ATENÇÃO! A relação da quantidade (unidades) de INSULINA RÁPIDA para o total de gramas de CHO varia de paciente para paciente. Você e o seu médico, através da anáise de suas glicemias pré- e pós- refeições e uso de insulina saberão calcular a relação correta para você.

  • Como Fazer a CONTAGEM DE CARBOIDRATOS?
    • 1. Tenha a sua glicemia entre 80 e 120 antes da refeição. Se estiver mais alta, você pode precisar adicionar uma dose extra de insulina baseada no seu FATOR DE CORREÇÃO (veja exemplo abaixo e na sessão de insulinas)
    • 2. Anote tudo o que irá comer e a quantidade em medidas caseiras. Faça isso cada vez que for comer.
    • 3. Identifique os alimentos de sua escolha que contém carboidratos. USE A TABELA DO MANUAL DE CARBOIDRATOS.  Fiz uma tabela simplificada para o seu dia-a-dia, mas também incluí outras tabelas mais completas.
    • Vamos EXERCITAR:

      • Minha Relação INSULINA: CARB = 1u : 20 gramas (1unidade “cobre” 20gr de CARB)
      • Meu Fator de Sensibilidade (FS) = 1 unidade : 100mg/dl. (1 Unidade abaixa 100mg/dl da minha glicemia)
      • Meta de Glicemia entre 100-150mg/dl (glicemia ideal para antes e após refeição)
    • EXEMPLO 1:
    • Antes do almoço: glicemia=120mg/dlÓtimo, estou com glicemia normal e dentro da minha META!
    • Meu Almoço = 41 gramas de CHO (consultei a tabela da quantidade de CHO para o que eu vou comer!)
    • Precisarei de um BOLUS de 2 unidade de Insulina rápida antes do almoço para manter minha glicemia normal com estava.
    •  Porque e como cheguei a esse valor de 2 unidades ???
      • 1 unidade = 20gr….Se vou comer 40 gramas (2 x 20gr), entao preciso de 1 x 2= 2 unidades antes do almoço.
      • As 2 unidades “cobrirão” apenas o açúcar da minha refeição, pois a glicemia antes já estava normal e não preciso de dose extra.
  • EXEMPLO 2:
    • Antes do almoço: glicemia=310 mg/dl (minha meta entre 100-150).
    • UAU!! Estou com a glicemia muito alta mesmo antes de me alimentar! PRECISO CORRIGIR ISSO!
    • Para CORRIGIR minha glicemia já elevada, precisarei de 2 unidades de insulina, pois meu FS (fator de sensibilidade) diz que 1 unidade abaixa minha glicemia em 100mg/dl e minha meta é ficar com glicemia normal entre 100-150mg/dl.
    • FATOR DE CORREÇÃO será de 2 unidades para baixar 200mg/dl e ficar com glic=110mg/dl, dentro da meta.
    • Daí, terei de aplicar BOLUS de 2+2= comida + fator de correção= 4 unidades antes do almoço.  FÁCIL DE ENTENDER? Vamos exercitar até ficar fácil!
  •  IMPORTANTE:   Você poderá, esporadicamente, consumir alimentos ricos em açúcar, estando o controle do diabetes garantido com a utilização da bomba de infusão de insulina. O consumo excessivo desses alimentos acarretará ganho de peso e aumento da necessidade de insulina, que poderá ser prejudicial à sua saúde. Portanto, seja moderado! 

  • CONVERSE COM SEU MÉDICO E NUTRICIONISTA SOBRE A CONTAGEM DE CARBOIDRATOS e FATOR DE SENSIBILIDADE À INSULINA!

 

Tudo sobre INSULINA

  • Existem 2 TIPOS Principais de INSULINA?  Sim.  Existem dois tipos principais de insulinas de origem humana. Elas são classificadas de acordo com a duração de sua ação e são oferecidas gratuitamente pelo SUS.N R
  • 1- Insulina de AÇÃO LENTA/ PROLONGADA (NPH ou “N”): Quem tem DM tipo 1 DEVE sempre aplicar ESSA INSULINA, chamada BASAL, a fim de que nunca lhe falte insulina caso precise.  Ela tem  objetivo de se manter “estável” no seu sangue por TODO O DIA.
    • Atenção, a insulina NPH tem COR BRANCA LEITOSA!
      • Ela tem ação lenta e dura aproximadamente 8-12 horas no seu corpo. Por isso você precisa tomar pelo menos 2 doses dessa insulina por dia. Às vezes, pode ser preciso 3 ou mais doses. Infelizmente, ela é liberada de forma um pouco irregular, tendo momentos mais altos e outros mais baixos no seu corpo.
        • Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável (frasco-ampola 10 ml, 5ml e 3ml)
  • 2- Insulina de AÇÃO Rápida (Regular ou “R”):  tem ação curta, entre 4-6 horas, e deve ser aplicada pelo menos meia hora antes da refeição. Atenção, a insulina REGULAR é TRANSPARENTE!EFEITO DA INSULINA BASAL-BOLUS
    • Ela tem o objetivo de “queimar” o “açúcar” extra proveniente das refeições, e evitam que a glicemia aumente muito após a refeição.
    • Também servem para ser usada quando sua glicemia está muito alta, mesmo em outros horários não relacionados com as refeições.
    • Cuidado, pois seu efeito pode ir além do período após-refeição, com risco de hipoglicemia tardia.
      • Insulina Humana Regular 100 UI/ml, solução injetável (frasco- ampola 10 ml, 5 ml e 3ml)
  • E as insulinas MODERNAS são DIFERENTES da Insulina Humana?  Sim. As insulinas SINTÉTICAS, ou ANÁLOGOS da insulina, são insulinas modificadas por engenharia genética e oferecem ação mais estável e com melhor controle da glicemia.
  • Os análogos de insulina ainda não são oferecidas pelo SUS, com exceção de alguns Estados e Prefeituras, os quais contém protocolos especiais para a entrega desse tipo de insulina. 

    ATENÇÃO!!! OS ANÁLOGOS DE INSULINAS, quer sejam LENTA OU RÁPIDA, são sempre TRANSPARENTES!!

    1. Análogos de AÇÃO ULTRALENTA: Glargina (Lantus), Detemir (Levemir) e Degludec. Este tipo de insulina dura mais tempo, até 24 horas, ou seja o dia todo. Por isso você só precisa de apenas uma e, às vezes, duas doses por dia.Tipos de Insulina e Analogos
      1. elas também têm a vantagem de ser liberada de forma uniforme, sem altos e baixos, e resulta em melhor controle de glicemia no sangue.
    2. Análogos de AÇÃO ULTRARÁPIDA: Gluilisina (Aprida), Aspart (Novorapid) e Lispro (Humalog)
      1. Os análogos de ação ultrarápida têm ação mais imediata, podendo ser aplicada 10 minutinhos ou imediatamente antes das refeições. Seu efeito também é mais rápido, de aproximadamente 2 horas, evitando efeitos tardios.
  • COMO APLICAR INSULINA?
    • Sempre aplicar no tecido celular subcutâneo (“gordura” abaixo da pele).
    • Se muito profunda, pode penetrar no músculo e ir mais rapidamente para o sangue. Além de doer mais!Insulina Tecnica
    • Atenção para os locais de aplicação!!! ABDOMEN, COXAS, BUMBUM e BRAÇOS.
    • O método mais seguro, especialmente em crianças magras:Tamanho da Agulha
      • Usar agulha curta de 4-6mm. Agulhas de 8mm para alguns adolescentes mais gordinhos pode ser adequado.
      • Agulhas menores podem ser aplicada perpendicularmente (ângulo de 90graus), sem risco de penetrar no músculo.
      • Para agulhas maiores, é mais seguro se você fizer uma “prega” da pele com 2 dedos e injetar a insulina em um ângulo de 45graus.tecnica bumbumtecnica coxa
      1. Ejete uma pequena quantidade de insulina (0,5-1 unidades) com uma caneta ou seringa NO AR, para garantir que a ponta da agulha está preenchida com insulina.
      2. Levante a pele com seu polegar e indicador (‘prega“)tecnica Barriga
      3. Penetre a agulha na pele em um ângulo de 45 graus em relação à superfície
      4. Mantenha a “prega” da pele enquanto aplica a insulina
      5. Conte até 10 lentamente antes de soltá-la. Retire a agulha
      6. Se estiver tendo problemas de saída de gotinhas de insulina de volta no furo da pele, você pode estar muito superficial e considere usar uma agulha mais profunda.
  • POSSO APLICAR INSULINA COM CANETA? Sim, a insulina pode ser comprada em refis para CANETAS…shutterstock_105961229
    • Elas permitem uma dose mais acurada, especialmente para doses baixas. Algumas canetas permitem aplicar apenas 0,5 unidade, mas em geral é de 1 unidade de intervalo.
    • As agulhas das canetas também não devem ser reutilizadas, pois são muito finas e delicadas. Elas têm a vantagem de poder ser menores e mais finas, com tamanhos de 4mm, 5mm, 6mm, 8mm, 10mm e 12mm. Infelizmente, para seringas comuns, só existem agulhas a partir de 8mm, o que é muito longa para a maioria das crianças.
  • O QUE É BOMBA DE INSULINA?
  • As bombas de infusão de insulina são equipamentos pequenos e portáteis que liberam insulina de ação rápida 24 horas por dia.
  • Do tamanho aproximado de um pequeno telefone celular, as bombas de infusão de insulina liberam insulina através de um pequeno tubo e uma cânula (conhecidos como o conjunto de infusão) colocados sob a sua pele.Insulinas (1) A quantidade de insulina liberada pode ser adaptada para satisfazer suas necessidades individuais.
  • Você pode programar sua bomba de infusão de insulina para liberar insulina automaticamente durante 24 horas – isso é chamado de índice basal – para controlar a glicose no sangue entre refeições e enquanto você dorme. Antes das refeições você deve liberar uma dose extra de insulina chamada de bolus, correspondente à quantidade de carboidrato a ser ingerida.
  • Quando você usa uma bomba de infusão de insulina, você ainda precisa monitorar seus níveis de glicose durante o dia utilizando um glicosímetro.
  • Você configurará as doses da sua insulina e fará ajustes a elas baseado em sua ingestão de alimentos e programa de exercícios. Você terá que substituir seu conjunto de infusão a cada 2 a 3 dias. Os resultados da glicemia capilar serão úteis para que você possa ajustar as doses de insulina, consumo de alimentos e programa de exercícios.
  • Onde e Como devo guardar a minha INSULINA?
  • As insulinas em uso, podem ser mantidas na geladeira (entre 2 e 8ºC), ou em temperatura ambiente (até 30ºC), em local fresco, ao abrigo da luz e de oscilações bruscas de temperatura.Armazenamento Insulinas
    • ATENÇÃO! Em nosso Estado (Piauí), a temperatura costuma estar acima de 30C, e diminuir a eficácia da insulina. Neste caso, recomendo que mantenha sua insulina (frasco ou caneta) na geladeira ou em lugar sabidamente com temperatura abaixo de 30C.
    • Quando mantida em geladeira, a insulina deve ser retirada com 20 minutos de antecedência da aplicação, para evitar desconforto e irritação no local.
  • O local mais adequado para armazenar a insulina, na geladeira, é a prateleira próxima à gaveta de legumes
    • Nunca coloque a insulina nas prateleiras e gavetas próximas ao freezer, pois temperaturas inferiores a 2º C levam ao congelamento e perda de efeito da insulina.
    • A porta da geladeira também não é indicada para seu armazenamento, já que, as frequentes aberturas de porta causam grande mobilidade no frasco e variação da temperatura da insulina, podendo danificá-la.
  • Manter a insulina longe da luz direta do sol. 
  • Não armazenar a insulina perto de micro-ondas, saídas de calor, fogões e ar condicionado. 
  • As insulinas lacradas (aquelas que ainda não estão em uso), necessitam ser armazenadas em geladeira (temperatura entre 2 e 8ºC) e a data de validade a ser considerada, é a que está impressa na embalagem.TEMPERATURA Insulina
  • E se eu for viajar ?
    • Se a viagem durar menos de seis horas e a insulina não for exposta a grandes variações de temperatura, poderá ser transportada em temperatura ambiente.

    • Em viagens com um período maior, precisará ser transportada em bolsa térmica com gelo. Mas ATENÇÃO: o gelo não pode encostar diretamente no frasco, sob o risco de congelar a insulina.

    • Não deixar a insulina dentro do carro fechado, durante meses muito quentes ou muito frios. 

    • Se o paciente pretende passar um período extenso ao ar livre, em dias muito frios ou quentes, deve armazenar a insulina em um isopor com placas de gelo ou bolsa térmica.

    • No avião, a insulina deve ir junto com as bolsas de mão, nunca com a bagagem normal, pois o compartimento de cargas não apresenta o mesmo controle de temperatura que a cabine.

    • E para o trabalho? Se o paciente utiliza apenas uma única insulina, ele poderá montar a seringa pela manhã e aplicar no horário do almoço, se esse período não ultrapassar seis horas fora da geladeira. Caso o paciente misture dois tipos de insulina, como NPH e regular, ele deverá transportar os frascos. É importante não expor a seringa com insulina a variações de temperatura, e transportar em um recipiente que evite que o êmbolo da seringa seja pressionado, como um estojo de óculos por exemplo.

    • A presença de grumos, cristais ou agregados indica que a insulina está inadequada para consumo ou desnaturada. Isso ocorre quando ela é manipulada inadequadamente (por exemplo, muito sacudida) ou guardada em temperaturas impróprias. Descarte-a.
  • DICAS ÚTEIS:
  • Se você utilizar dispositivo em forma de caneta para aplicação ou agulhas menores (5mm), não precisa fazer a prega cutânea.
  • É importante fazer rodízio dos locais de aplicação para evitar problemas na pele.
  • O relaxamento muscular e a tranqüilidade na hora da aplicação ajudam muito a minimizar o desconforto;
  • Nunca use seringa ou agulha utilizada por outra pessoa;
  • Não reutilizar seringas e agulhas;
  • O uso de insulina gelada (aquela que é mantida na geladeira) pode causar um desconforto no momento da aplicação. Para evitá-lo, coloque a insulina na seringa e aqueça-a entre as mãos com suaves movimentos rotativos. Mas não sacuda a insulina!
  • A absorção adequada da insulina depende do local da aplicação. Ela é absorvida mais rapidamente quando aplicada no abdome, nas coxas e nádegas (nesta ordem).
  • Quando aplicada nos braços, sua absorção é mais lenta.
  • A temperatura do corpo, a dieta, o exercício e o nível de estresse podem afetar a absorção da insulina. Por isso, fique atento ao controle da sua glicemia.
  • Para jogar agulhas e seringas fora, tome o cuidado de encapar a agulha antes. De preferência, coloque este material em uma caixa rígida (papelão ou plástico mais grosso) para evitar acidentes.

DM Tipo 1

Torne-se um EXPERT em seu diabetes…
Para isso, você deve aprender tudo sobre sua doença e como se tratar.
……
conheça seus sintomas, saiba porque e como deve se tratar!
Se você quer algo bem feito, faça você mesmo!”
Só assim terá uma vida normal, longa e feliz!.

  • DM TIPO 1? VOU PRECISAR USAR INSULINA?  Sim,  o DM tipo 1 acontece quando o pâncreas produz quantidade insuficiente de insulina para controlar o açúcar no sangue (glicemia). A tendência natural é que ele não produza nada de insulina, de modo que o tratamento do DM1 consiste em REPOR INSULINA AO LONGO DO DIA, a fim de manter os níveis de GLICEMIA NORMAL.
    • Antes de ter diabetes, seu pâncreas (“máquina de produzir insulina”) funcionava automaticamente, de acordo com o que você comia, se exercitava e em momentos de stress.
    • Agora, após o diabetes, você precisa “ouvir os sinais do seu corpo” e dar a insulina para você mesmo de acordo com a necessidade.
  • COMO VOCÊ FICA DOENTE DE DIABETES TIPO 1?
    • DM1 é uma doença AUTOIMUNE. Por razões desconhecidas, o nosso corpo começa a PRODUZIR ANTICORPOS CONTRA O NOSSO PRÓPRIO PÂNCREAS (células beta), levando à sua destruição e parada de produção de insulina.DM1 autoimune
      • O processo autoimune é um “engano” do nosso corpo... ele ataca as suas próprias células porque pensa que elas são “estranhos ou invasores”…… e pode acontecer em outras doenças (ex. tireoidite de hashimoto e lupus).
  • PORQUE ACONTECE? 
    • Não existe uma causa 100% conhecida. Alguns estudos sugerem que haja um ativador diabetogênico e/ou exposição a um antígeno diabetogênico. Pode ser devido a fatores ambientais (alguns países diferentes têm mais casos de DM1), exposição a alguns vírus (Ex. rubéola e coxsackie) e até algumas drogas (ex. alguns venenos de rato) podem “induzir” a produção de anticorpos contra as células beta do pâncreas. Porém, não há confirmação exata da ação desses “estímulos”.
  • QUAL O OBJETIVO DO TRATAMENTO COM INSULINA?
    Como foi dito, SE O SEU PÂNCREAS NÃO PRODUZ INSULINA, PRECISA RECEBÊ-LA DE OUTRA FORMA. Isso é feito através de uma ou várias “injecções” de insulina por dia,  a fim de “manter normal” o açúcar no seu sangue (glicemia).
  • Tem de ser INJEÇÃO?  Infelizmente, a única forma de tratamento eficaz com insulina é por injeção. Foram tentadas outras formas (via inalatória/spray ou oral/comprimido), mas não conseguimos ainda um bom resultado. O estudos continuam….
  • EXISTEM TIPOS DIFERENTES DE INSULINA? (clique aqui >> Tudo sobre Insulinas)Pilares do DM
  • COMO TER SUCESSO NO TRATAMENTO DO DIABETES?  Embora não haja cura definitiva ainda, o bom controle dos níveis de glicemia próximo do normal garante ao portador de diabetes uma vida longa e saudável, sem as complicações da doença.
    • Para isso, você precisa garantir os 4 PILARES DO TRATAMENTO do diabetes:
      1. Alimentação Saudável, com horários regulares e sem açúcar;
      2. Uso regular de Insulina conforme orientado pelo seu médico Endocrinologista;
      3. Controle (automonitorização) da Glicemia diariamente (várias vezes ao dia);
      4. Exercício físico regularmente (3-4 x por semana).
  • QUE OUTROS CUIDADOS OS PAIS DE PACIENTES DIABÉTICOS DEVEM TER?
    1. De forma natural e sempre envolvendo a criança nas tomadas de decisões, o controle da glicemia capilar deve ser incorporadas na rotina da criança. Aos poucos, a criança percebe a importância do controle da glicemia e passa a entende a real utilidade no controle da sua doença.
    2. Além disso, os pais devem sempre ficar atentos em manter uma frequência nas consultas médicas (cada 3 meses) para saber se a criança está com uma velocidade adequada de aumento de peso e altura e também para ajustes na dose de insulina, que varia de acordo com as fases do desenvolvimento. Por exemplo, na adolescência, o aumento das doses de insulina pode chegar até 50%, e isso precisa ser monitorado de perto.
    3. Também é de fundamental importância o acompanhamento psicológico da criança e da família, e deve ser feito desde o princípio. Existe o processo inicial de negação, seguido da contemplação e a aceitação da doença, que podem voltar a ser questionadas.
    4. Além disso, os pais devem evitar a superproteção e a discriminação. A criança com diabetes deve ser tratada como qualquer outra criança, com direito a ir para a escola, brincar com os amigos, fazer esportes e tudo mais, PORÉM COM OS CUIDADOS DEVIDO AO DIABETES. 
    5. EDUCAÇÃO FAMILIAR E DA PRÓPRIA CRIANÇA sobre o diabetes facilitará a aceitação e o bom controle da doença.
    6. Tentem fazer a integração da criança com outras crianças que também têm diabetes, por meio de encontros, associações e acampamentos.

    Em nosso Estado, temos o apoio da ADIP- Associação de Diabeticos do Piauí. Parentes, amigos e simpatizantes são sempre bem-vindos.
    Entre em contato com a equipe da ADIP:Twitter: @adipiaui / Facebook: ADIP

    Email: [email protected] / Telefone: 9452-1016 e 9452-1016

    “DIABÉTICO É QUEM NÃO CONSEGUE SER DOCE”

    (MÁRIO QUINTANA)

 

Vitamina D e Cálcio

A vitamina D é na verdade um hormônio, e está vinculada a várias funções de outros órgãos do nosso corpo, além da absorção de cácio e formação óssea. Uma taxa de vitamina D abaixo do ideal em crianças e adolescentes pode comprometer a saúde óssea, o crescimento e o desenvolvimento deles, com repercussões que podem se manifestar ao longo da vida.

  • Regula os níveis de cálcio e fósforo no organismo promovendo sua absorção dos alimentos nos intestinos e a reabsorção de cálcio nos rins.
  • Promove a formação óssea e mineralização, sendo essencial para um esqueleto forte. Porém, em níveis muito altos, promove a reabsorção dos ossos.
  • Afeta o SISTEMA IMUNOLÓGICOpromovendo a imunossupressão, fagocitose e atividade anti-tumor.

Deficiência de Vitamina D:

  • em crianças é o RAQUITISMO, doença que deixa ossos fracos, deformados e provoca déficit de crescimento.
  • Vitamina D insuficiente também pode estar associada a um maior risco de doenças, tais como: doenças auto-imunes (diabetes tipo 1, artrite reumatóide e esclerose múltipla), hipertensão arterial, deficiência imunológica, alguns tipos de câncer na vida adulta (câncer de mama, próstata e cólon), esclerose múltipla, depressão e esquizofrenia.

PRODUÇÃO DE VITAMINA D:

Apenas10 a 20% da vitamina D em nosso corpo provêm da dieta (peixes gordurosos de água fria e profunda, como o salmão, atum, e os fungos comestíveis), sendo o restante sintetizado pelo próprio indivíduo na pele, através da luz solar.

  • É fundamental uma adequada exposição solar, pela ação dos raios ultravioleta B sobre a nossa pele.
  • Apesar do Brasil ser um país tropical, com incidência solar alta e estável ao longo de todo o ano, uma parte significativa da população, inclusive da faixa etária pediátrica, apresenta níveis insuficientes de vitamina D.
FONTES NATURAIS de Vitamina D:
  • Óleos de fígado de peixe e os peixes de água salgada, tais como as sardinhas, o arenque, o salmão e a sarda.
  • Os ovos, a carne, o leite e a manteiga também contêm pequenas quantidades.
    • A quantidade de vitamina D no leite humano é insuficiente para cobrir as necessidades infantis após o sexto mês de vida. Daí, a necessidade de suplemento no lactente (6meses-2anos).
  • As plantas são fontes fracas e a fruta e os frutos secos não têm qualquer vitamina D.
  • A soja fornece uma maior quantidade de vit D à base de plantas, particularmente o tofu e leite de soja. Cereais enriquecidos e aveia também são fontes da vitamina D adicionais.
CAUSA DE DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D:
  • Baixa exposição ao sol;
  • Uso indiscrimnado de protetores solares, que bloqueiam a síntese cutânea da vitamina D.
    • É reconhecida a importância dos cuidados que devemos ter com a exposição ao sol, evitando insolação, envelhecimento precoce e câncer de pele.
  • Uso de medicamentos que inibem a ação da vit D:
    • A COLESTIRAMINA (uma resina utilizada para parar a reabsorção dos sais biliares)
    • LAXATIVOS baseados em óleos minerais inibem a absorção da vitamina D a partir do intestino.
    • CORTICOSTERÓIDES, os medicamentos ANTICONVULSIVANTES e o álcoolpodem afectar a absorção do cálcio, reduzindo a resposta à vitamina D.
      • Os estudos em animais também sugerem que os medicamentos anticonvulsivos estimulam as enzimas do fígado, resultando num aumento da decomposição e excreção da vitamina.
DIAGNÓSTICO (dosagem da 25-OH- VITAMINA D no sangue):

Atenção para as crianças e adolescentes que apresentem algum fator de risco:

  • As crianças com pouca ou nenhuma exposição ao sol;
  • Idosos e pessoas de pele negra produzir menor quantidade de vitamina D do que as de pele mais clara;
  • Crianças que usam medicamentos que podem comprometer a síntese de vitamina D, como glicocorticóides, imunossupressores e anticonvulsivantes;
  • Crianças que apresentam doenças auto-imunes, como o diabetes tipo 1, lupus, artrite juvenil idiopática e doença celíaca;
  • Crianças que foram submetidas a transplante de algum órgão, pois em geral fazem uso de imunossupressores ou tem contra indicação de exposição ao sol pelo risco de desenvolverem melanoma;
  • Crianças com insuficiência renal crônica, doenças no fígado ou com infecções de repetição.
TRATAMENTO:

De acordo com o nível e a causa de insuficiência que a criança apresente, deve-se avaliar a melhor maneira de corrigi-la, seja com uma melhor exposição ao sol, ou  tratamento com reposição da vitamina D.

  • A vitamina D como medicamento existe na forma pura ou combinada com a vitamina A. Cada formulação apresenta uma concentração diferente.  A dose e o tempo de tratamento são específicas para cada caso, assim como o momento de fazer a reavaliação para conferir se os níveis se normalizaram.

ATENÇÃO! Excesso de Vitamina D pode causar sérios prejuízos à saúde do seu filho! Use sob a orientação de seu pediatra. 

  • Se não existir deficiência da vitamina em seu corpo, não adianta dar vitamina D para favorecer o crescimento.
  • A fonte mais segura da vitamina D continua sendo a exposição diária da pele à luz solar, permitindo que o organismo faça a sua própria síntese. Nesse caso, ela nunca é produzida em excesso.
    • Além de ser mais seguro do que os suplementos, esse hábito traz ainda outros benefícios à saúde do corpo e da mente.
  • Riscos e Sintomas de “OVERDOSE” de Vitamina D:
    • Intoxicação por vitamina D pode causar:
      • pressão alta, perda de apetite, náusea e vômito, fraqueza, prisão de ventre e irritabilidade
      • Esses sintomas geralmente são seguidos por produção excessiva de urina, sede elevada, e eventualmente insuficiência renal.
      • Pode causar danos permanentes nos rins, retardo de crescimento, calcificação de tecidos moles e até morte. São resultado da HIPERCALCEMIA (nível elevado de cálcio no sangue) causada pelo aumento da absorção de cálcio pelo intestino.
    • O tratamento para intoxicação por vitamina D inclui descontinuar a suplementação vitamínica, beber bastante água e diminuir a ingestão de cálcio.

Em 2011, a The Endocrine Society disponibilizou suas diretrizes sobre tratamento e prevenção da deficiência de vitamina D, contemplando também a faixa etária pediátrica (clique aqui).

Diabetes Insipidus

Outro Tipo de Diabetes? SEDEestatua xixi DI

  • O diabetes insipidus é uma forma de diabetes mais rara e que nada tem a ver com falta de insulina ou aumento da glicose no sangue.
  • A diabetes insipidus é um distúrbio que irá causar essencialmente “MUITO XIXI” (excreção exagerada de urina) e ainda, “MUITA SEDE” e açúcar normal.

Porque e como acontece o DIABETES INSIPIDUS (DI)?  Para entender o que é o diabetes insipidus, é necessário antes entender como o rim controla a quantidade de água que é excretada na urina. Vou tentar explicar da maneira mais simples possível.Central-Diabetes-Insipidus

    • Imaginemos uma criança em um dia quente em TERESINA, JOGANDO FUTEBOL a tarde inteira. Ela sua muito e se não tiver uma garrafinha de água, começa a se desidratar. O nosso organismo é muito sensível a qualquer sinal de desidratação.
      • Pequenas perdas de água ativam logo a liberação do hormônio anti-diurético (vasopressina ou ADH, sigla em inglês) pelo cérebro, e que vai ser lançado no sangue. O ADH age de 2 maneiras:SEDE 2
        1. AUMENTA A SEDE, fazendo que pessoa comece a procurar por água antes que a desidratação fique mais grave.
        2. E DIMINUINDO A URINA, retardando o processo de desidratação. Quando há muito ADH circulante a urina fica bem concentrada, com coloração amarelada e odor forte  devido a pouca quantidade de água para diluir as substâncias presentes.
        • Por isso, a cor da urina é sempre um bom indicador do estado de hidratação de um indivíduo.
    • Agora imaginemos uma pessoa bem hidratada que se encontra em uma festa, em um ambiente com ar-condicionado e várias bebidas e comidas disponíveis.
      • Essa pessoa começa a beber muita água, suco e refrigerantes e o organismo “percebe” que há mais água no corpo do que necessário.
        • Neste momento o cérebro (a hipófise) suspende a liberação de ADH, e o rim, sem a presença deste hormônio, começa a excretar o excesso de água pela urina. A urina agora é bastante, bem clara, quase transparente.

    Existem tipos diferentes de DIABETES INSIPIDUS (DI)? Sim. O DI ocorre basicamente por 2 motivos:

    • Um problema no sistema nervoso central (CÉREBRO)  que impede a produção e liberação do ADH, mesmo em estados de desidratação.
      • Quando há falta de produção do ADH pelo sistema nervoso central, chamamos de diabetes insipidus CENTRAL.
    • Ou um problema nos RINS que passam a não responder a presença do hormônio.
      • Quando existe ADH mas o rim não responde ao mesmo, damos o nome de diabetes insipidus NEFROGÊNICO.
    • Em ambos casos o resultado final é um excesso de perda de água pela urina, chamada de poliúria.
    • O seu endocrinologista saberá investigar e descobrir o tipo e a causa do Diabetes Insipidus.

    Quais são os principais sinais e sintomas da diabetes insipidus?SEDE INTENSA

    • Muitos dos sintomas da diabetes insipidus são similares aos da diabetes mellitus, mas A GLICEMIA (açúcar) É NORMAL.NICTURIA
    • Costuma se manifestar com NICTÚRIA (aumento da urina à noite), pela perda de capacidade de concentração da urina no período noturno.
    • POLIÚRIA (aumento do volume urinário) e POLIDPISIA (aumento da ingestão de água) e SEDE intensa.
    • Normalmente, o excesso de diurese continua durante o dia e a noite nos portadores da diabetes insipidus e com frequência estes pacientes sofrem DESIDRATAÇÃO e distúrbios hidroeletrolíticos às vezes graves.
    • Em crianças pode haver interferência no apetite, no ganho de peso e no crescimento, bem como febre, vômitos ou diarreia.CANSACO DESIDRATAÇÃO
    • E QUANDO ACONTECE?
      • Na maioria dos pacientes com diabetes insípidus NEFROGÊNICO HEREDITÁRIO, as manifestações ocorrem desde a primeira semana de vida.
      • Na diabetes insipidus CENTRAL HEREDITÁRIO, a manifestação pode ocorrer após o primeiro ano de vida ou na adolescência.
      • Nos adultos, nos casos de diabetes insipidus ADQUIRIDO, o início dos sintomas costuma ser súbito (DI Central)  e insidioso (no DI Nefrogênico).

    Como o médico diagnostica a diabetes insipidus?

    • A história clínica é de grande importância. Em casos genéticos a história familiar mostrará um tipo de herança mendeliana.
    • O diagnóstico pode ser confirmado por um teste de restrição hídrica seguido da administração subcutânea de desmopressina (DDAVP), um análogo sintético da vasopressina. O teste consiste em medidas das osmolalidades plasmática e urinária.
    • Em geral ocorre:
    • Osmolalidade no sangue > (maior) que urinária.
    • Densidade urinária geralmente < (menor) que 1,006 durante a ingestão hídrica.
    • Incapacidade de concentração urinária com a restrição hídrica (urina clara e transparente).
    • Hipernatremia (sódio no sangue alto).
  • Existe Tratamento? Sim.

    • No Diabetes insipidus central (DIC) como há falta de produção do ADH, o tratamento se baseia-se na reposição de ADH sintético (DDAVP) via oral ou intra-nasal.
    • No caso do diabetes insipidus nefrogênico (DIN), o problema não é falta de ADH. Por este motivo, não adianta usar ADH sintético.
      • O tratamento é feito com a suspensão do lítio ou correção dos distúrbios do cálcio e do potássio.
      • Nos casos genéticos o tratamento é feito com dieta pobre em sal, diuréticos da família dos tiazídicos e anti-inflamatórios.HIDRATAR
      • Existem casos especiais em que o DI Nefrogênico pode responder parcialmente ao ADH. Daí, seu uso como tratamento complementar em alguns casos de DIN.
  • ALÉM DOS MEDICAMENTOS, A CRIANÇA DEVE INGERIR ÁGUA SUFICIENTE PARA EVITAR DESIDRATAÇÃO, MAS SEM EXAGERAR, PARA EVITAR A INTOXICAÇÃO HÍDRICA. As duas situações têm risco de morte. Daí, o ideal é que ela beba líquidos na mesma quantidade que ela perde (no xixi, por exemplo).
  • Como evolui a diabetes insipidus?

    • Pessoas adultas com diabetes insipidus podem permanecer saudáveis por décadas desde que a ingestão de água seja suficiente para compensar as perdas urinárias.
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    Odor Axilar na Criança

    Cheiro Forte Embaixo do Braço (odor axilar) na Criança

    • O nosso corpo produz suor para tentar REGULAR A TEMPERATURA DO CORPO. Por isso suamos muito em lugares quentes. O suor é produzido pelas glândulas em várias partes do corpo, inclusive nas axilas.
    • Odor Axilar não é comum em crianças. Isto porque as glândulas sudoríparas não estão muito desenvolvidas na criança pequena. Normalmente, elas só se desenvolvem durante a puberdade.
    • Atenção! As glândulas sudoríparas não produzem hormônios, e sim suor. No entanto, o seu desenvolvimento durante a puberdade, pela ação de hormônios sexuais, explica o porque do “suor forte” ser uma queixa frequente nos consultórios do endocrinologista pediatra.

    O que causa Cheiro Forte na Axila da Criança?

    • São vários fatores que podem causar “mau cheiro” nas axilas das crianças:
      • Bacteria: O suor NÃO TEM CHEIRO, por natureza. No entanto, ao entrar em contato com bactérias do nosso corpo, principalmente em axilas, ela produz o “mau cheiro”. Uma das causas principais de “cheiro” nas axilas é a falta de higiene e a presença de bactérias nas axilas da criança.
      • Hormônios: várias mudanças acontecem durante a puberdade devido à presença dos hormônios sexuais, inclusive o surgimento do suor. Isto costuma aconter entre as idades de 8-12 anos. Se acontercer antes, pode ser indicação de que a puberdade esta começando mais cedo do que deveria. Procure avaliaçao do Endocrinologista Pediatra.
      • Alimentos: o consumo de certos alimentos com cheiro forte, tais como alho e cebola, provoca suor com cheiro forte nas crianças. A presença de hormônios  em carnes e outros produtos (ex. leite) também podem provocar odor axilar.
      • Fenilcetonúria (PKU): É uma doença genética em a criança não produz uma enzima (fenilalanina hidroxilase) necessária para quebrar o aminoácido essencia presente em proteínas dos alimentos. Como resultado, o aminoácido (fenilalanina) que não é quebrado é eliminado no suor e causa o odor corporal característoco.
      • Diabetes: Crianças com diabetes podem ter um odor axilar mais forte do que o usual. Ele tem um cheiro “tipo fruta”. Nos casos de diabetes descompensado (altos níveis de açúcar no sangue), o corpo da criança não consegue digerir o carboidrato dos alimento e transformá-lo em energia (gordura) reserva. O produto final é um químico chamado CETONA, que é eliminado no suor e dar um “CHEIRO ADOCICADO” ao suor.
      • HIPERIDROSE: Essa é uma condição em que as glândulas sudoríparas são HIPERATIVAS,ou seja, trabalham demais e produzem uma quantidade EXCESSIVA DE SUOR. A causa exata nem sempre é conhecida, mas PIORA em situações de ANSIEDADE E NERVOSISMO.
      • Outras causas: Outros fatores podem contribuir para o odor axilar na criança, tais como: efeito colateral de alguns remédios, outras doenças metabólicas (ex. fenilcetonúria, doença do xarope de bordo, etc), etc.

    Como Prevenir?

    • Medidas simples podem ser tomadas para eliminar a bactéria das axilas:
      • HIGIENE pessoal: banho diário (pelo menos 2 vezes ao dia, especialmente em dias de calor). Durante o banho, você pode usar sabonete anti-bacteriano nas axilas para eliminar a bactéria mais rápido.
      • Uso de DESODORANTES após o banho: pode controlar o excesso de suor. Como as crianças têm uma pele muito sensível, procure usar substaâncias mais leves (ex. leite de rosas e leite de magnésia diluído em água), ou até mesmo um desodorante SEM ÁLCOOL e SEM PERFUME.
      • Crianças devemusar ROUPAS SOLTAS, LEVES E DE TECIDO NATURAL (tipo algodão).  Isto permite à pele “respirar” e evita o acúmulo de bactérias quando se usa roupas muito apertadas e de tecido grosso e sintético.
      • Use roupas limpas e troque de roupas após o banho.
      • Dieta balanceada, sem conservantes e alimentos fortes (ex. alho, cebola) ajudam a controlar o odor axilar. Isto diminui as toxinas do corpo que causam o “mau cheiro”.

    E SE O CHEIRO NA AXILA CONTINUAR?

    • Neste caso, procure o seu PEDIATRA para investigar a causa. Se ele suspeitar de causa hormonal, lhe encaminhará ao Endocrinologista Pediatra.

    QUAL O TRATAMENTO?

    • Em caso de doenças, tais como puberdade precoce, a causa deve ser tratada.
    • Algumas veszes, os médicos podem recomendar a retirada de alguns alimentos da dieta da criança.
    • Nos casos de HIPERIDROSE, o controle de suor excessivo deve incluiro uso de DESODORANTES ANTIPERSPIRANTES e/ou antibióticos tópicos, se necessário.
      • Casos extremos de hiperidrose excessiva (“pingar suor”, “não conseguem segurar nada com as mãos suadas”,”pés escorregam o tempo todo”….) pode ser necessário uma cirurgia para “cortar” o nervo que libera a adrenalina nos momentos de stress e que aumenta o suor. NESTES CASOS, seu filho será encaminhado a um cirurgião torácico. Mas lembre-se, esse seria o último recurso.

    Notícias & Eventos

    2018:

    • The 57th Annual ESPE Meeting-  Congresso da Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediatrica
      • Local: Atenas, Grécia, 27-29 de Setembro.
    • I Congresso Brasileiro de NeurogenéticaLocal: São Paulo, Brasil, 23-24 de Marco de 2018     
    • II Congresso Piauiense de PediatriaLocal: Teresina, Brasil, 25-27 de Junho de 2018

    2017:

    2016:

    2015:

    2014:

    2013:

    • CLINICAL ENDOCRINOLOGY : 2013-  Curso de atualização em endocrinologia oferecido pela Unversidade de Harvard (Massachusetts General Hospital, Department of Medicine)

      • Local: Boston, Massachusetts, Estados Unidos. Data: 20-24 de Março, 2013
    •  COBRAPEM 201310° Congresso Brasileiro Pediátrico de Endocrinologia e Metabologia.
      • Local: Brasília, DF. Data: 1-4 Maio, 2013.

        50th ESPE Meeting

    • ESPE 2013-Congresso de Endocrinologia Pediátrica da Sociedade Européia de Endocrinologia Pediátrica (European Society of Pediatric Endocrinology)
      • Local: Milão, Itália. Data: 19-22 de Setembro, 2013
      • Joint Meeting (participação conjunta da Sociedade de Pediatria Européia e Sociedade Latino-Americana de Endocrinologia Pediátrica_ SLEP)

    2012:endo-2012

    • ENDO 2012- Congresso de Endocrinologia da Sociedade Americana de Endocrinologia (Endocrine Society)
      • Local: Houston, Texa (EUA). Data: 23-26 de Junho, 2012
    • Primeiro Fórum de Políticas Públicas para o Diabetes no Piauí
      • Local: Auditório do CRM_Teresina, Piauí (Brazil). Data: 30 de Novembro, 2012

    2011:

    • ESPE 2011- Congresso de Endocrinologia Pediátrica da Sociedade Européia de Endocrinologia Pediátrica (European Society of Pediatric Endocrinology)
      • Local: Glasgow, Escócia. Data: 25-28 de Setembro, 2011

     

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